UMA ESPÉCIE DE HETERONÍMIA ?

Maio 2, 2008

Que haverá em comum entre Fernando Pessoa e um livro, Quero Ser Outro, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, também autoras da popularíssima série Uma Aventura ?

 Fernando Pessoa  por Júlio Pomar                                                    

 

Na aparência, diríamos que nada une um erudito e cerebral poeta português e um livro juvenil, cuja acção se passa até, num momento inicial, na conhecida e moderna zona de bares das Docas , em Lisboa.

           

Questão que fica para investigares… Deixa palpites nos comentários !

 

 

  

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OS CIENTISTAS SÃO UNS DESPENTEADOS ?

Abril 28, 2008

Mais uma obra de Ana Saldanha- conhece aqui algumas das suas opiniões sobre livros e leitura.

Os Factos da Vida resultou da necessidade de trazer aos livros de ficção uma imagem actual da ciência e dos cientistas, que não são necessariamente uns seres apenas distraídos e despenteados…

Esta narrativa, para além do mais, oferece-nos uma quase antologia de palavras dos cientistas sobre a sua actividade, palavras que, podes crer,  te irão muitas vezes espantar. Mas é também uma história com jovens que poderíamos encontrar, por exemplo, numa esquina desta escola.

Albert Einstein

A VIDA NUM COMPUTADOR

Abril 28, 2008

 

 

Ana Saldanha é uma autora que se impôs na narrativa em português, e não necessariamente apenas para um público juvenil. Em O Romance de Rita R. , que escolhemos para o nosso LER EM CÍRCULO, um computador portátil é um óptimo pretexto para uma reflexão sobre o mundo, a vida, a literatura… Para espicaçar o interesse, aqui fica a apresentação que podemos encontrar na contracapa:

Um computador portátil usado, a preço irresistível. Não resisti. Só passados dias o liguei. Estava a transbordar de documentos! Não abri nem um. Se encontrasse um diário também não o leria. Eu tenho princípios.

Tentei encontrar o vendedor, sem resultado. Que fazer? Não tinha alternativa: ouvi o áudio-diário da Rita. Era um diário típico de uma adolescente. Li também as receitas, as tentativas de escrever um romance, olhei para as fotografias, li os e-mails. E o pequeno mundo que me apareceu à frente era sólido e completo.

UM COLAR DE SOPHIA EM VENEZA

Abril 28, 2008

O Colar é uma das últimas obras de Sophia. Entre o teatro e a pura poesia, vive muito do fascínio por uma cidade que contamina com os seus brilhos personagens, acções, palavras:

Esta história aconteceu / Num país chamado Itália / Na cidade de Veneza / Que é sobre água construída / E noite e dia se mira / Sobre a água reflectida // Suas ruas são canais / Onde sempre gondoleiros / Vão guiando barcas negras /Em Veneza tudo é belo / Tudo rebrilha e cintila

Monet

 

A peça foi escrita, de alguma forma, para uma das mais interessantes e rigorosas companhias de teatro portuguesas, A Cornucópia, e dessa colaboração se dá conta aqui e aqui.

 

 

O FASCÍNIO DA LUA

Abril 24, 2008

Todos já ouvimos falar ou testemunhámo-lo: A Lua de Joana é um caso muito sério de popularidade de um livro entre o público juvenil: confessionalismo, abordagem de problemáticas sensíveis e actuais, capacidade de uma autora, Maria Teresa Maia Gonzalez, para alcançar uma exemplar sintonia com os seus leitores dilectos. Ou será o recurso a um símbolo ele próprio sinónimo de fascínio e inquietação ?

Van Gogh

Este romance juvenil motivou um autêntico culto, de que é exemplo um “blog” escolar como o que encontras aqui.

No “Ler em Círculo” a proposta vai para um texto teatral que a autora preparou como uma espécie de continuação e reflexão a partir da narrativa original: Os Herdeiros da Lua de Joana.

UM ESCRITOR, UM GATO, UMA ANDORINHA E UM PINTOR

Abril 24, 2008

Estão também convidados para a nossa escola e “BLOG” um grande escritor brasileiro (apresentámo-lo através da sua Fundação em S. Salvador da Baía) e um gato que se apaixonou por uma andorinha num livro que foi ilustrado pelo artista plástico Carybé.

O PRINCIPEZINHO

Abril 22, 2008

Este discreto e sábio rapazinho, que é também (dizem…) um príncipe, chegaria inevitavelmente ao nosso Ler em Círculo. Sim, vários alunos da escola têm mantido longas conversas com ele.

Ensinou-nos, como sabem, que “o essencial é invisível para os olhos”, mas não conseguimos resistir a mostrar um lugar cheio de imagens dele e do seu autor. Será precisa a ajuda de algum professor, nomeadamente de Francês, mas a visita a este LUGAR vale a pena…

SOPHIA

Abril 21, 2008

Um dos livros de Sophia de Mello Breyner Andresen, figura fascinante da moderna literatura portuguesa, integra os eleitos do projecto da Escola neste ano lectivo, em associação com o Plano Nacional de Leitura: Histórias da Terra e do Mar. É um dos mais belos livros de prosa da autora, com a habitual linguagem simples, sábia e subtil, que envolve no mesmo laço de uma poesia essencial leitores de todas as idades e saberes. É aqui que, por exemplo, nos faz perceber a actualidade e intemporalidade de uma história tradicional (“História da Gata Borralheira”) ou imagina a chegada do seu antepassado dinamarquês a uma fascinante cidade à beira rio que não podemos deixar de associar ao Porto onde nasceu (em “Saga”). Propomos aqui, a pensar nos alunos, textos de colegas de outra escola sobre o livro e a autora e, com dedicatória a professores, um  interessantíssimo estudo sobre este livro de contos. 

 

desenho de Arpad Szenes

GATA BORRALHEIRA – NOVA VERSÃO

Abril 21, 2008

No dia 15 de Abril, assistimos, na Biblioteca da escola, à apresentação de um trabalho, no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
O grupo envolvido escolheu como título “Gata Borralheira – nova versão” e apresentou-o sob a forma de um vídeo, com a duração aproximada de dez minutos. Ao longo deste pequeno filme, foram retratados os pontos essenciais da história de Sophia de Mello Breyner (“História da Gata Borralheira”), embora tenham sido recriados de uma forma descontraída e cómica.
Pensamos que o trabalho foi bem conseguido e que merece o nosso elogio, levando-nos a concluir que é possível realizar trabalhos bastante criativos a partir de obras literárias de grandes autores da Língua Portuguesa.

 

AMADOS GATOS

Abril 7, 2008

A propósito do interessantíssimo livro de José Jorge Letria Amados Gatos, que integra as obras que estão a ser abordadas na nossa escola, no “Ler em Círculo”, no âmbito do Plano Nacional de Leitura / Ler+, podemos lembrar como os gatos sempre interessaram à literatura . Endeusados no Antigo Egipto ou perseguidos como ser malignos ao longo da História, em certos contextos culturais, deram origem, só a título de exemplo, a uma interessante antologia poética em português, com textos de todo o mundo (ver aqui). Quanto ao volume de José Jorge Letria, fala-nos de gatos de figuras famosas da literatura , das artes e da política (ver aqui).

Aqui fica também um lindíssimo e perturbador poema de Vinicius de Moraes (Brasil,1913-1980), que nos explica por que os gatos despertam tais paixões:

SONETO DO GATO MORTO //Um gato vivo é qualquer coisa linda / Nada existe com mais serenidade / Mesmo parado ele caminha ainda / As selvas sinuosas da saudade // De ter sido feroz. À sua vinda / Altas correntes de electricidade / Rompem do ar as lâminas em cinza / Numa silenciosa tempestade. // Por isso ele está sempre a rir de cada / Um de nós, e ao morrer perde o veludo / Fica torpe, ao avesso, opaco, torto // Acaba, é o antigato; porque nada / Nada parece mais com o fim de tudo / Que um gato morto.